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Didico

Didico
Adriano com a camisa do Flamengo (Foto: Alex Carvalho/AGIF)

Mais do que qualquer outro clube brasileiro, o Flamengo tem acumulado glórias nos últimos dois anos. O time montado em 2019 por Jorge Jesus alcançou conquistas comparáveis às do esquadrão de Zico, Júnior e outras lendas. Os jogadores que desde então têm sido protagonistas desse era vitoriosa tornam-se, cada vez mais, grandes ídolos da torcida rubro-negra.

Mas nenhum dos atuais craques do Flamengo é tão idolatrado quanto Adriano. Idolatria, aliás, talvez não seja o termo exato. A ele o torcedor reserva um sentimento ao mesmo tempo mais simples e mais fundamental. Um que sugere proximidade, simpatia, carinho. Sobretudo carinho. Pro torcedor flamenguista, não é Adriano: é Didico.

A torcida adora o Didico. Não tanto pelo que jogou ou ganhou. Ele foi a estrela do título brasileiro de 2009, um feito notável; mas, isso à parte, não tem números expressivos pelo time carioca. O carinho da torcida não se deve aos números, mas à índole do craque. Há nele uma autenticidade indiscutível. Um dom espontâneo para escapar dos estereótipos de bom-mocismo e, ao mesmo tempo, para preservar uma pureza quase infantil. Pode-se flagrar o Didico sorrindo ao lado de homens armados na Vila Cruzeiro, ou chorando diante de crianças num encontro familiar. Ele tem a casca dura do guerreiro mais valente; e a essência boa, nobre, do amigo mais fiel. Flamenguismo puro.

Nesta semana um novo episódio envolvendo Adriano ganhou as manchetes e as redes sociais. Ele foi homenageado pelos empregados do hotel em que esteve hospedado nas últimas semanas. Algo como uma pequena celebração de despedida. Adriano recebe lembranças e chora copiosamente. O episódio é ótimo. Didico na mais íntima essência.

E assim a idolatria do torcedor rubro-negro só aumenta. Idolatria, não: carinho. A torcida adora o Didico. Ao que parece, a recíproca é verdadeira.  

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